EM HOMANAGEM AS RUAS DA MINHA INFANÇIA , DE BARRO VERMELHO QUE ACOLHIA MINHAS
ALEGRIA E TRSTEZAS, E ME PERMITIA CORRER POR ELAS ATÉ PERDER O
FÔLEGO.........RUAS DE PENÁPOLIS POR ONDE PASSEI MINHA ADOLESCÊNCIA,CONFUSA COMO
TODA ADOLESCÊNCIA, RUAS DO ARISTON DE BARRO VERMELHO, COM FLORES DE PINHÃO
ALARANJADA,RUAS DE ORLANDIA, POR ONDE CHEIA DE MEDO ENFRENTEI MEU PRIMEIRO DIA
DE AULA.POR ONDE DEIXEI MINHAS PEGADAS QUE ME TROUXERAM ATÉ AQUI.

domingo, 11 de março de 2012



★⋰˚ Ao invés de ficar reclamando da vida, pegue aquela mudinha de alegria que está murchando dentro de você e plante-a. Cultive-a com bastante amor, fofando com imenso carinho. Regue-as sempre com gotinhas de sorrisos e aguarde os brotinhos de felicidade que irão surgir. 

Alice Barreto
Dul ♥






★⋰˚ A dor é uma coisa muito esquisita; ficamos tão desamparados diante dela. É como uma janela que simplesmente se abre conforme seu próprio capricho. O aposento fica frio e nada podemos fazer senão tremer. Mas abre-se menos cada vez, e menos ainda. E um dia nos espantamos porque ela se foi.

Arthur Golden 

sexta-feira, 2 de março de 2012

(in: Água Viva)
Clarice Lispector
Lygia
Decidi deixar um certo lapso de sol tomar conta dos meus pensamentos,
Escolhi a dedo as emoções que me permito sentir e estabeleci meu decreto de buscar sentido em tudo que vivo.
Lavei os lençóis, as cortinas e minha alma, e expus ao sol para secar.
Dei uma trégua, abri as janelas e respirei um novo ar.

Erick Tozzo
Cada palavra exprime a essência do que vivemos,desse nosso encontro que virou página branca, pronta para desenhar.

Erick Tozzo
"A correria do cotidiano nos impede de enxergar alguns milagres que acontecem todos os dias, mas acredite: milagres acontecem. Não é preciso ver a água virando vinho e nem as pedras virando pão. Basta observar o mágico desabrochar das flore...s, o frescor do vento afagando a nossa pele, ou a pureza da chuva lavando o quintal da nossa casa de toda poeira e desatenção. Esses são pequenos milagres da vida ao alcance da nossa pouca credulidade. Olhe! Deleite-se com os grandes gestos de bondade da mãe natureza. A vida lhe foi dada para que você desfrute com o máximo respeito. Cuide bem dela e trate de ser feliz”.


(Renée Venâncio)
EM HOMANAGEM AS RUAS DA MINHA INFANÇIA , DE BARRO VERMELHO QUE ACOLHIA MINHAS ALEGRIA E TRSTEZAS, E ME PERMITIA CORRER POR ELAS ATÉ PERDER O FÔLEGO.........RUAS DE PENÁPOLIS POR ONDE PASSEI MINHA ADOLESCÊNCIA,CONFUSA COMO TODA ADOLESCÊNCIA, RUAS DO ARISTON DE BARRO VERMELHO,  COM FLORES DE PINHÃO ALARANJADA,RUAS DE ORLANDIA, POR ONDE CHEIA DE MEDO ENFRENTEI MEU PRIMEIRO DIA DE AULA.POR ONDE DEIXEI MINHAS PEGADAS QUE ME TROUXERAM ATÉ AQUI.

Acima, uma rua semi-deserta de uma das tantas cidades da Normandia que sofreram prejuízos com a guerra, na invasão aliada de junho de 1944.
Abaixo, a mesma rua, 65 anos depois. O historiador Patrick Elie, tomou o cuidado de focalizar a rua [dentro do possível] no mesmo ângulo da tomada anterior. Se errou, foi por muito pouco.





essa rua  Rua Rutilia inspirou esse blog
"Aprendi a limpar as folhas caídas no canteiro e a tirar os matinhos ao redor da planta. Em áreas pequenas, eles impedem a terra de respirar e receber água"
Celina Andrade Pereira, psicóloga.
Rutília é nome inventado. Uma mistura de outros dois - Ruth e Marília -, filhas do homem que construiu, em 1934, as casinhas art déco nesta estreita via de paralelepípedos.
Ilhada num bairro nobre de São Paulo, a rua Rutília parece viver em outro tempo, bem diferente daquele que rege a metrópole a sua volta. Quem a usa como atalho vira freguês.

Por causa de suas árvores, o quarteirão parece estar sempre de bom humor. A colaboração de cada morador criou aos poucos um paisagismo intuitivo, de clima ameno e visual agradável.

E, como numa corrente do bem, essa atmosfera cidadã e acolhedora contamina a todos. Não se vê lixo pelo chão nem fachadas desleixadas. De vez em quando, alguém, sem pressa, varre as folhas na calçada.

"Aproveitei a sobra de tinta da pintura da minha casa para colorir os vasos que ficam na entrada. No primeiro, usei tinta a óleo roxa e, nos outros, acrílica"
Cristina Ramalho, escritora

Logo na entrada da rua, três vasos coloridos chamam a atenção. Em destaque sobre o muro branco, eles hospedam manacá-da-serra-anão (Tibouchina mutabilis), cróton (Codiaeum variegatum) e gerânio (Pelargonium x hortorum).

São as boas-vindas da jornalista e escritora Cristina. "É uma forma simples de oferecer beleza para quem passa", afirma ela, que chegou na casa há apenas três meses por indicação de um amigo que teve de mudar. "Funciona mais ou menos como uma confraria para você conseguir uma vaga aqui: é superdisputado", diz, brincando.

"Para as plantas ficarem bonitas, costumo adubar a terra antes de plantar. Depois, a cada dois meses, renovo a dose com adubo orgânico e NPK"
Maria Luiza Brandão Cruz, aposentada

Moradora antiga, dona Maria Luiza já viu muita coisa acontecer na Rutília. "Meu marido comprou a casa há 35 anos, quando a rua era ainda mais tranqüila do que hoje. Dava para ouvir até grilos cantando", lembra. Se não há mais tantos grilos por aqui, não faltam pássaros.

"Já vi sabiá, bem-te-vi, beija-flor, sanhaço, pombinhas e periquito. Quase todos os vizinhos colocam água para eles." As aves são atraídas pelas amoreiras e flores como a hortênsia-chinesa (Clerodendron bungei), que dona Maria Luiza trouxe da Ceagesp para enfeitar sua calçada.

"As espirradeiras pegam facilmente: basta colocar um galho numa garrafa de água e esperar criar raízes. Depois, é só plantar em terra bem adubada"
Ruth Piva Ranieri, dona-de-casa

A árvore florida na frente da casa intriga: afinal, como pode uma espirradeira (Nerium oleander) ter duas cores? "Eu plantei no mesmo local duas mudas, que cresceram juntas. Quase ninguém percebe", confessa dona Ruth, moradora da Rutília há 27 anos.

Ela adora mostrar a planta para as visitas: "Tem de ter método para apreciar: é preciso olhar de vários ângulos". A exuberância da espécie é garantida pelo desvelo da dona, que, todos os dias de manhã, sai para regá-la e fazer a manutenção do tronco, limpando os galhinhos perto da raiz.

"Aprendi a limpar as folhas caídas no canteiro e a tirar os matinhos ao redor da planta. Em áreas pequenas, eles impedem a terra de respirar e receber água"
Celina Andrade Pereira, psicóloga

Celina freqüenta a rua desde criança. "Vinha visitar a minha tia e, em 2000, passei a viver na casa que foi sua. Tenho ótimas lembranças", conta ela, que mora com a advogada Alexandra Pericão
ruas Ruas de uma cidade que não conheço com pouca gente e vento e chuva cinza. Espero por quem não chega enquanto altas se acendem luzes em janelas sós e uma mulher passeia numa esquina. Há olhos que me fitam um instante e não sabem ler palavras que não digo: «Dá-me outro nome, muda o meu destino.» josé luís garcia martin trípticos espanhóis 1º. trad. joaquim manuel magalhães relógio d´água 199